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No Pará, um assassinato foi registrado a cada duas horas em janeiro de 2018

09/02/2018

 

Uma pessoa foi assassinada a cada duas horas no Pará, só no mês de janeiro. Foram 370 homicídios, a maioria com características de execução. Famílias vítimas da violência ficam traumatizadas.

Uma pessoa que prefere não ser identificada é mãe de uma das 14 pessoas assassinadas no primeiro final de semana do ano na Grande Belém. Nesta quarta-feira (7) fez um mês que o filho dela de apenas 19 anos foi executado na porta de casa. Ao lembrar de tudo que viu e sentou foi impossível conter as lágrimas. “Ele deixou uma filha de um ano e seis meses chamando papai, papai, ... E faz os barulhos dos tiros: pei, pei, ...”, conta.

No Pará, 370 pessoas foram vítimas de homicídio do dia 1º ao dia 31 de janeiro. Um crescimento de 3,3% em relação ao mesmo período de 2017. Foram 130 mortes na Grande Belém e 240 mortos no interior do estado. Uma média de quase 12 pessoas assassinadas por dia, uma a cada duas horas.

“Demonstra que nós estamos perdendo o controle. A polícia não está conseguindo agir de maneira preventiva buscando a identificação, ela não está conseguindo atuar principalmente no enfrentamento do tráfico e do crime organizado dentro do estado. Outro fator é: a Justiça não está conseguindo dar uma resposta efetiva”, diz o especialista em segurança pública Wando Miranda.

A violência continua elevada em fevereiro. Na primeira semana houve 57 homicídios. O Governo do estado diz que vai investir na segurança pública. “O Pará está com concursos em andamento, já incorporamos ano passado 474 novos policiais civis, até o dia 26 de fevereiro deste ano 149 novos delegados serão incorporados à Polícia Civil, incorporamos 2.175 policiais militares que estão em formação na academia, estamos investindo na aquisição de armamentos cinco milhões de reais”, diz o secretário adjunto de Segurança Pública do Estado do Pará André Cunha.

Mesmo com esses investimentos anunciados, a própria Secretaria de Segurança Pública reconhece que o combate à violência feito pela polícia não é suficiente para resolver o problema de vez.

“A sociedade pode trabalhar conjuntamente repassando informações ao estado, mas é o Estado que tem que tomar pra si a responsabilidade de dar a direção, de como nós vamos fazer. Nisso, o Estado está devendo”, diz Wando Miranda.

Fonte: G1 Pará

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