Notícias

29 mil filhotes de tartarugas da Amazônia são soltos no rio Xingu

10/12/2016

A soltura faz parte de uma monitoração de rotina junto aos ninhos, que foram cercados para a proteção dos espécimes.

Na manhã da última quinta-feira (8) foi realizada a contagem e soltura de cerca de 29 mil filhotes de tartarugas da Amazônia, no rio Xingu. O trabalho foi realizado pela Gerência da Região Administrativa do Xingu, do Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (GRX/Ideflor-bio), que esteve no Refúgio de Vida Silvestre Tabuleiro (Revis) do Embaubal, nas ilhas Juncal e Piteroçu, para manejo dos ninhos das tartarugas.

 

O manejo consiste na retirada de filhotes que acabaram de sair dos ovos e deixam os ninhos na direção ao rio. A ação é necessária para proteger os animais de fatores ambientais e predatórios, como a incidência de inimigos naturais, principalmente os urubus, garantindo a sobrevivência de uma maior quantidade de indivíduos. A atividade conta com a parceria da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Turismo (Semat) do município de Senador José Porfírio, do Batalhão de Polícia Ambiental (BPA) e da Leme Engenharia, empresa responsável pelo monitoramento das tartarugas e outros organismos aquáticos no Revis.

As equipes integradas iniciaram as vistorias e começaram a coleta das tartaruguinhas às três da manhã. Os filhotes avistados na areia indicam as áreas de ninhos, que são cavados para facilitar e agilizar a saída dos mesmos. O trabalho precisa ser ágil, pois às 6h os urubus começam a invadir as praias, oferecendo risco de predação.

Os animais coletados são acondicionados em basquetas e levados para as margens do rio, nas proximidades dos ninhos, que logo após o período de desova são demarcados e cercados. São feitas parcelas para facilitar a coleta e contagem com telas. Essas áreas são monitoradas 24h pelas equipes da Semat e Leme engenharia.

De acordo com Maria Bentes, gerente da GRX, o período de eclosão ainda está no início e o trabalho de monitoramento terá continuidade. “A soltura faz parte de uma monitoração de rotina junto aos ninhos, que foram cercados para a proteção dos espécimes. Os filhotes de tartarugas são coletados para contagem e em seguida é feita a soltura de todos eles, sempre nas margens das praias onde as fêmeas desovaram”, conta.

O início do processo de desova das tartarugas foi constatado no mês de setembro. Desde então a equipe do Ideflor-bio vem reforçando o trabalho de fiscalização e monitoramento do período de desova e eclosão dos ovos tanto no Revis Tabuleiro do Embaubal, quanto na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Vitória de Souzel. A equipe percorre toda a área das Unidades de Conservação, perfazendo um total de 26.991 mil hectares, garantindo a fiscalização e monitoramento das principais ilhas no interior das unidades em que ocorre a desova da Tartaruga da Amazônia, como Juncal, Peteruçu, Peteruçuí, Embaubal, Jenipaí, Carão, Ponta do Miricituba e no entorno das UCs.

Por Denise Silva

Comentários

Telefone

+55 (93) 3515-4899

+55 (93) 99185-4664

Enquete



Olá Mundo!

Sim
Não
talves

Solicite sua música

Solicitar

Facebook

Newsletter

Inscrever